Para quem gosta de ler, ter uma lista de livros é algo que faz parte da leitura. Registrar os livros lidos é uma tarefa contínua, até porque todo leitor acha que consegue dar conta dos livros que já comprou/ganhou/pediu emprestado. Mas sempre existe uma lista de livros desejados, fora aqueles comprados horas atrás. É praticamente impossível cumprir a lista quando você acabou de comprar no mínimo uns 10 só porque estava com “saudade”!

Eu mesma já parei de querer ler todos os livros que tenho antes de adquirir outros. Já parei com aquela coisa do “preciso ler o maior número em menos tempo”. Já parei com a “loucura” de ler vários livros ao mesmo tempo. A questão é que sempre terei mais livros do que o tempo necessário para lê-los. Além disso, prefiro fazer minhas leituras com calma, tecendo uma palavra na outra e construindo o texto na minha mente, viajando por todos os lugares e sendo uma (ou várias) personagens, claro!

Assim, a ideia é listar 5 livros lidos na ordem em que foram lidos. Claro que não lembro exatamente dos primeiros livros que li quando criança, até porque levei um tempo até começar a registrar cada leitura. Então, vamos lá! Os cinco primeiros registros são:

01

  • ROUER, Béatrice; ROSY. Estou de mal! (Tradução de Monica Stahel). 2 ed. São Paulo: Editora Scipione, 1994. 32p. Título original: T’es plus ma copine! (Coleção Aconteceu Comigo).

Lido em poucos minutos, até porque tem imagens e letras grandes. Mas foram os minutos suficientes para conhecer Júlia e Letícia com comportamentos bem comuns a toda criança, principalmente quando uma cisma em querer ter o que a outra tem!

02

  • ROUER, Béatrice; ROSY. Ele é meu namorado! (Tradução de Monica Stahel). São Paulo: Editora Scipione, 1993. 32p. Título original: C’est mon amoureux! (Coleção Aconteceu Comigo).

Assim como o outro livro de autoria de Béatrice Rouer, “Ele é meu namorado” foi lido em poucos minutos (logo após “Estou de mal!”). Nessa história conhecemos outros colegas da classe de Júlia e Letícia, dentre eles, Otávio, o filho da professora. Mas dessa vez o sentimento entre eles é outro. Será que são apenas colegas de sala?!

03

  • PRESS, Hans Jürgen. A turma da mão preta – A casa misteriosa e O túnel do traficante. (Tradução de Thereza Monteiro Deutsch). São Paulo: Editora Ática, 1997. 72p. Título original: Die Abenteuer der “schwarzen Hand” (Coleção Olho no Lance).

Perdi a conta de quantas vezes li esse livro. Lembro-me que, na época, comprei ele para as aulas de português da 6ª série (7º ano, na nomenclatura atual). A professora trouxe um catálogo e pediu que escolhêssemos. De cara quis conhecer “A turma da mão preta”! Quando o livro chegou fiquei ainda mais feliz por saber que a cada página era necessário desvendar um mistério seguindo diferentes pistas, o que atraiu ainda mais para a leitura. Foi, sem dúvida, um dos melhores livros que li na infância.

04

Outro livro que também chamou a atenção por se tratar de uma leitura investigativa. As pistas indicavam quem era o assassino! Li várias vezes e em todas elas eu não lembrava do final e tinha um suspeito diferente a cada leitura (hahahahaha). O livro prende a atenção o tempo inteiro e é o tipo de leitura que não se consegue parar na metade. Sempre era aquela sensação de “se eu virar a página, será que encontrarei mais um corpo?!” o.O

05

  • BARBIERI, Marô. A caneta falante. 3 ed. São Paulo: Editora Ática, 1995. 61p.

Ao ler “A caneta falante” eu estava, digamos, acima da idade indicada para o livro. Talvez eu me sentisse “adulta” demais para ler, mas a verdade é que eu estava entrando na adolescência quando minha mãe comprou esse livro junto com outros 2 que ela daria de presente. Li os 3 livros e ela pediu que eu escolhesse um. Obviamente, escolhi aquele que falava de uma canetinha bem bonita, um presente dado pelo tio de Roberta, a dona da caneta. Segundo o tio dela: “Quando a gente embeleza a mão de uma escritora, as histórias saem muito mais facilmente…”. A leitura também foi rápida e aprendi muito com Roberta e sua caneta que tinha até nome: Tônia!!! Inclusive o livro ajudou quando passei por uma fase em que eu quis ser escritora! 🙂

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