Nada como um livro após o outro, não é mesmo?! Saber que você pode dar continuidade às suas leituras na tentativa quase impossível de ler todos os livros da sua estante. Isso é um bom sinal para quem fez o que pode durante o recesso para continuar no ritmo de leitura, mesmo sabendo que voltaria logo ao “normal”: acordar cedo pra ir trabalhar, muita coisa pra estudar e as paradas estratégicas para ler mais um capítulo.

Depois de ler O Teorema Katherine (John Green), devorei um outro livro: “Para sempre Alice“. Resolvi ler pela temática do livro que tem chamado minha atenção ultimamente. Li, mas demorei a postar sobre esse livro porque estava tentando me recuperar do “pós-leitura”. Assim que fechei o livro, corri para assistir ao filme naquela velha tentativa de reconhecer as partes do livro presentes no filme e as que foram cortadas na adaptação. Dias depois minha mãe pediu para assistir também e veio na memória toda a leitura e todas as minhas reações. Fiquei diiiiiiiiiiiiias muito pensativa…

Para sempre Alice (Still Alice, no original) conta a história de uma professora e pesquisadora de linguística, bem-sucedida, que descobre aos cinquenta anos, ser portadora da Doença de Alzheimer. Um diagnóstico ainda precoce, uma vez que esse mal acomete idosos e mais raramente em pessoas da mesma idade de Alice. Perceber a doença pelo olhar de um portador é o que faz o livro ficar ainda mais emocionante, pois nunca nos imaginamos nessa situação. A história não é contada em primeira pessoa, mas é como se fosse, pois a autora, Lisa Genova, escreve de uma forma que faz você sentir tudo de perto. Muito perto…

Nós somos o produto de todas as nossas memórias, daquilo que construímos a cada dia, sejam nos momentos bons ou ruins. Mas como lidar com isso quando você sabe que sua história se perderá no tempo à medida que essa doença degenerativa avança?! Um dia de vida é o mesmo que pensar em um dia vencido pela doença e um dia a menos de lembranças…

Complicado entender isso?! Mas é assim mesmo que acontece! E aí o livro e o filme trazem essa mensagem forte do Carpe Diem, do aproveitar o hoje e de cuidar das pessoas que amamos. As memórias de Alice eram levadas pela doença, mas para os que ficavam, seu marido e filhos, a doença os fazia lembrar o quanto eram frágeis. Essa fragilidade trazia consigo a necessidade de união transformada na força que a própria Alice precisava para viver seus dias…

Só em lembrar…

(GENOVA, Lisa. Para sempre Alice. (Tradução de Vera Ribeiro). Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009. 283p. Título original: Still Alice.)

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