Olá, leitores!

Essa postagem será um pouco diferente das outras. Primeiro, lembraremos um grande clássico que ano passado completou seus 150 anos. Segundo, estaremos falando de duas obras em uma só! É isso mesmo! 

Como todo bom amante da leitura, acredito que sempre temos aquele desejo de ler os clássicos, principalmente quando as editoras resolvem fazer as famosas edições comemorativas. E parece que elas fazem isso de encomenda, viu?! Porque não tem condições de você não querer comprá-las! O que pode ser um perigo para o bolso, uma vez que dependendo da edição comemorativa, pode-se pagar um preço “salgado”. Às vezes, nós já temos aquele livro na estante, mas por ser edição comemorativa e limitada, fica difícil resistir.

Foi isso que aconteceu comigo da última vez que estive em uma livraria. Geralmente compro meus livros pela internet, mas quando estou na loja física, o “estrago” é certo! (hahahahaha). Enfim… Voltando ao assunto, o livro ao qual me refiro é o de Alice!

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Edição Comemorativa – 150 Anos

Para comemorar os 150 anos da publicação de Aventuras de Alice no País das Maravilhas de autoria de Lewis Carroll, a editora Zahar fez A produção para essa edição! Além de um acabamento perfeito, o livro é cheio de colagens da Adriana Peliano, baseadas nas ilustrações originais de John Tenniel.

Outra coisa bem interessante da obra é que, por ser 2 em 1, você lê uma história do “começo para o fim” e a outra é do “fim para o começo”. Se você começa com as Aventuras de Alice no País das Maravilhas, depois é só girar o livro para então começar a segunda história Alice através do espelho e o que ela encontrou por lá.

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Não é erro de impressão! É apenas uma forma genial de ler o mundo imaginário de Alice!

Comecei a leitura de Aventuras de Alice no País das Maravilhas, finalizando-a no mesmo dia. Por ter assistido as adaptações dessa obra para o cinema, tentei lembrar de cenas específicas e de como foi feito todo o processo de adaptação. Não sei se pelo fato de ter assistido várias vezes, mas confesso que a expectativa criada para a leitura foi, talvez, um banho de água fria. Acredito que a adaptação feita primeiramente pela Disney, em 1951, despertou minha imaginação muito mais que a própria leitura de Lewis Carroll.

A história é “sem pé nem cabeça” como sempre foi. Temos aquela Alice que corre atrás do Coelho Branco; que não sabe quem ela é quando encontra a Lagarta; que toma um chá pra lá de maluco com o Chapeleiro e a Lebre de Março; que procura seu caminho com a ajuda do Gato de Cheshire; e que joga croqué com a Rainha de Copas. É a mesma Alice, mas a vida que o filme deu a ela foi muito mais “viva” que a imaginação do próprio Lewis (é aquela história: crie codornas, mas não crie expectativas! Dessa vez eu criei expectativas e…). Vale lembrar que alguns aspectos que não fizeram parte da adaptação da Disney, entraram para o filme dirigido por Tim Burton (que também misturou elementos das duas obras em uma só).

De toda forma, a obra é maravilhosa e é preciso ter certa calma para entender os pensamentos e os trejeitos de Alice. Seu mundo de Maravilhas parece bem estranho, mas é disso que é feito o mundo imaginário. Fora isso, temos também os pontos filosóficos da história, afinal, quem nunca passou um bom tempo refletindo os diálogos de Alice com a Lagarta, ou o Gato de Cheshire ou até mesmo com o Chapeleiro e a Lebre de Março?!

Mais que um clássico que já chegou aos seus 150 anos (151 agora), Alice é o espelho de outras tantas Alices com seus respectivos países de maravilhas. Mas o que será que nos aguarda nesse espelho?! Isso só saberei quando ler a segunda parte do livro. Em breve conto para vocês, ok? 🙂

Abraços literários!

P.S.: Por que um corvo se parece com uma escrivaninha?!

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